
Coloquei meus segredos e meus desejos dentro da caixa preta, esperando que um dias eles se abram e encontre o momento certo de se expandirem. Certo dia eu acordei com uma vontade imensa de fumar um cigarro. Nada de droga pesadas, apenas um cigarro comum porquê eu queria ter a sensação de jogar a fumaça pra cima e analisar os desenhos que elas iam se formar ao sair da minha boca e entrar em contato com o ar. Queria também poder experimentar soltar rosquinhas de fumaça, uma por uma, e saber até onde eu conseguiria. A cada tragada, a fumaça iria se transformar no que eu mais almejava dentro de mim naquele momento. E foi assim... eu enchia os pulmões, pensava no que eu sentia e soltava pro ar. Fazia isso uma, duas, três vezes até acabar o cigarro. E no movimento das fumaças, percebi que elas sempre de dispersavam no ar num piscar de olhos, e aos poucos, não tinha mais nenhum rastro. Comei a imaginar que a fumaça fosse mesmo todas as coisas que eu desejo, elas sempre iriam durar uma fração de segundos, e depois iam sumir para sempre. Como se nada valesse a pena. Seria como se eu abandonasse os ideais e preferisse a inteligibilidade notória, daquilo que chamamos de realidade. As coisas que eu quero ter nessa vida não talvez não valham nem a fumaça dos cigarros. O que será que eu tô fazendo aqui? Deitado no chão, olhando as estrelas e achando que encontrarei respostas através de fumaças. Geralmente eu coloco tudo na caixa preta, que eu chamo de vazio, o meu pensamento. Lá as coisas sempre ficam esperando uma oportunidade, e talvez nunca se expandem como as fumaças de cigarro no ar. O que se pode entender é diferente do que se compreende bem. Eu entendo as coisas, mas não compreendo o rumos que elas tomam. Afinal, depois de várias fumaças dançando no ar, o cigarro sempre acaba em cinzas.
4 comentários:
" Certo dia eu acordei com uma vontade imensa de fumar um cigarro. Nada de droga pesadas, apenas um cigarro comum porquê eu queria ter a sensação de jogar a fumaça pra cima e analisar os desenhos que elas iam se formar ao sair da minha boca e entrar em contato com o ar "
QUE L-I-N-D-O
ameiiii
ta liiindooo o blog lohhh *-*
quem dera saber escrever assim :/
(L)
Nossa
esse texto eh realmente lindo
um dos mais lindos que eu jah li
me fez pensar! *-*
vc escreve muito bem maneeenha =)
to com saudades :/
te amo (L)
^^
Vou contar um trecho de uma história muito conhecida, por alguns, "O Hobbit", de J. R. R. Tolkien, que fala sobre anéis de fumaças (rosquinhas de fumaça, como vc disse)... huahuahua.... :p
"Por fim Gandalf empurrou seu prato e caneca (comera dois pães inteiros, com montes de manteiga, mel e creme azedo, e bebera pelo menos dois quartilhos de hidromel) e pegou o cachimbo.
— Vou responder a segunda pergunta primeiro — disse ele —, mas vejam só! Este é um lugar esplêndido para anéis de fumaça! — Na verdade, por um longo tempo, não conseguiram arrancar mais nada dele, estava ocupado, soltando anéis de fumaça que se esgueiravam pelos pilares do salão, transformando-os nas mais variadas formas e cores, e mandando-os por fim. Um atrás do outro, pela abertura no teto. Vistos do lado de fora, deviam parecer muito esquisitos, aparecendo no ar um após o outro, verdes, azuis, vermelhos, prateados, amarelos, brancos, grandes, pequenos, pequenos esgueirando-se no meio dos grandes, juntando-se em formatos de oito, sumindo como um bando de pássaros na distância."
Trecho extraído do:
"CAPITULO VII - Estranhos alojamentos"
Você está escrevendo melhor ou igual ao Sir J. R. R. Tolkien... Quando você vai escrever um livro pra eu ler ?!?!?!?!?????
te amo !!
s2
huahuahuahua...
PS. Não gosto do Brain Molko... :p
PPS. Tinha outros trechos no livro, mas eu escolhi esse... não sei pq... :p
^^
que coisa dificil!!
Eu não fumo...
Se eu fumasse e desejasse uma bandeija de danoninho... como seria a minha fumaça?
Bjo!! =**
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